Bruxa
Na época medieval,
a bruxa era considerada um ser sobrenatural de natureza demoníaca, ou pelos
híbrida, (entre demónio e humano), pois acreditava-se ser nascida da relação
entre um demónio e um humano. De acordo com o Malleus Maleficarum, uma demónio feminina denominada succubus poderia
ter relações sexuais com um humano, ao abrigo das trevas nocturnas e sem que
este se pudesse defender do ataque demoníaco. O succubus recolhia assim o sémen de um homem tinha
atacado durante o sono, e então usaria essa essência para engravidar outras
mulheres. As crianças assim nascidas eram filhas do demónio, ou seja: já
nasciam bruxas.
Outra explicação porem fundamentava também a
existência da bruxa: essas podiam também não nascer bruxas, mas tornarem-se
bruxas através de um pacto com o demónio. Nesse caso, a bruxa tornar-se-ia
amante do diabo, e em troca de relações sexuais com o diabo , receberia os seus
poderes. A uma concubina do diabo, ou prostituta do diabo, chamava-se por isso
bruxa, e ela beneficiava do dom das trevas. Os poderes das bruxas, sejam eles
quais forem, denominam-se: «dom das trevas», e assim como no I Livro de
Coríntios podemos ler quais são os 9
dons espirituais que vem do alto, ( de Deus), existem igualmente 6 dons das
trevas, que vem dos demónios.
As bruxas eram conhecidas por lançarem
poderosos malefícios causadores de devastações, calamidades, destruição de
lares, sedução de pessoas inocentes que caiam em pecado, etc; assim como por participarem em
festividades e orgias com demónios e humanos,( Sabbat),
ao passo que também por serem servas do Diabo e por isso representarem a
profanação dos mandamentos de Deus neste mundo. Durante algum tempo, as Bruxas
foram tidas como seres sobrenaturais, sendo que se fez a sobreposição da bruxa
e os conceitos de Lamia e Sucubus.