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Altar de são Cipriano © Magias, encantamentos, magia branca, magia negra,
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espiritual aos santos. Mestre Jorge; Mestre
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de são Cipriano e santa Maria Madalena - O caminho dos santos, Culto
religioso aos santos; estatutos, fundação e
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rituais conforme saberes de São Cipriano.
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Malleus Maleficarum
+ MALLEUS MALEFICARUM +
AVISO
PRELIMINAR AOS QUE ESTUDAM AS COISAS DO ESPIRITO E DO OCULTO:
O santo
Salomão afirmou que é de Deus que provem o conhecimento sobre as coisas dos
espíritos, e dos «poderes dos espíritos», (sabedoria 7,20). Revela
também o santo Salomão que o desejo de conhecer os mistérios dos espíritos, e a
sabedoria do espírito, esse desejo de sabedoria conduz a Deus e ao reino de
Deus (sabedoria 6,20). Por isso, estudai, e procurai a sabedoria sobre todas as
coisas do espírito, pois que a sabedoria do espírito elevar-vos-á
espiritualmente, e o conhecimento dos espíritos enriquecer-vos-á ao vosso
próprio espírito, e a sabedoria dos espíritos é o caminho santo que conduz a Deus. Por isso: estudai todas as sabedorias do
espírito, e porem: usai bem toda a sabedoria do espírito, usando-a sempre em
Deus, com Deus, e jamais fora de Deus, pois que essa é a única forma santa de
caminhar nos mistérios dos espíritos e nos «segredos de Deus».(sabedoria
2,22) Assim, o estudo do oculto e do mundo do espírito,
deve ser encarado da forma certa, ou seja, norteado por Deus, fundamentado em
Deus, e guiado para Deus, jamais indo para além de Deus. E por isso, eis que na
obra do santo são Cipriano se pode ler:
«Como
diz são Cipriano na sua obra secular: Rogo pois, de todo o meu coração (…) tudo
quanto fazemos é em nome de Jesus Cristo»
Obra
de são Cipriano; Instruções a todos os religiosos, Pag. 36
Assim
sendo: enriquecei o vosso espírito com o conhecimento dos espíritos, pois que a
sabedoria é coisa boa, pois que assim está revelado:
De
facto, Deus ama somente aqueles que convivem com a sabedoria.
Sabedoria
7,28
Usai
por isso deste mandamento do santo são Cipriano, e em todos os estudos que
empreenderdes nas artes do espírito, procurai a sabedoria dos espíritos e do
oculto, e porem fazei-o sempre com Deus, por Deus, e jamais fora de Deus.
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O Malleus Maleficarum foi criado em 1486
por H. Kramer e Jacob Sprenger,
ambos membros da Ordem Dominicana e Inquisidores da Igreja Católica. A
obra acabou sendo sancionada como um instrumento de inquisitório contra
bruxarias e heresias, através da bula papal
Summis desiderantes
affectibus promulgada a 5 Dezembro 1486 pelo
Papa Inocêncio VIII. Foi
através desta histórica bula papal, que a igreja reconhece a existência das
bruxas e da bruxaria, assim como concedeu autorização para que os praticantes
de bruxaria fossem perseguidos e eliminados. E assim, inaugurou-se a
sangrenta caça ás bruxas que durou séculos e foi
responsável por um autêntico genocídio de mulheres e homens em todas as
latitudes do continente Europeu, chegando mesmo a afectar os inícios da história
norte Americana. |
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O Malleus Maleficarum disserta sobre os
três elementos fundamentais á concretização da bruxaria, sendo eles:
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I A
existência de uma bruxa II A ajuda
do demónio na persecução das intenções da bruxa III A
permissão de Deus para que tais actos possam ocorrer |
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O Malleus
Maleficarum, é por isso um tratado
sobre bruxaria, (identificando o fenómeno, assim como dissertando sobre os
meios de o reprimir), que se encontra dividido em três secções, sendo estas:
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Secção I A
primeira secção refuta a negação da existência da bruxaria, alegando que a mesma
é uma realidade que embora invisivel é porem
tangível e capaz de ter efeitos muito claros na vida das pessoas.( Consulte: como funciona a bruxaria) Nesta
secção, defende-se a existência do Diabo e toda a realidade demoníaca,
afirmando que o demónio tem o poder de fazer grandiosos prodígios, assim como
declarando que as bruxas existem para auxiliar os demónios a concretizarem os
seus actos. (Consulte: Dicionário de
Demónios) Curiosamente, é declarado que as bruxas apenas podem realizar
os seus feitos mágicos, se auxiliadas pelo Diabo e com a permissão de Deus. Neste
capítulo, é também esclarecido que terreno mais fértil e o mais poderoso
favorecedor do poder do diabo é a sexualidade. Por isso, é afirmado que a
mulher é mais passível de ser bruxa, pois o diabo tende a preferir corromper
belas mulheres que gostam da ardência do prazer sexual. O vício sexual de
belas mulheres é por isso a porta preferida do diabo para entrar neste mundo
e recrutar as suas servas, ou seja: as bruxas. Assim, mulheres livres e
libertinas tinham relações sexuais com o diabo, pagando dessa forma como seu
corpo a entrada no reino infernal e tornando-se dessa forma bruxas,
adquirindo o seu poder sobrenatural por via da carnalidade, comprando-o com
uma forma de prostituição demoníaca. Citando o Malleus Maleficarum, assim está escrito nesta I secção : «toda a
bruxaria nasce da luxúria carnal, que nas mulheres [ libertinas e viciadas no
prazer sexual ] é insaciável». |
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Secção II A
segunda secção, descreve as formas de bruxaria que
existem, assim como os remédios existentes para a combater. Nesta
secção II do Malleus Maleficarum,
os autores debruçam-se sobre a prática da bruxaria através da análise de
casos concretos. Nesta secção dão analisados os poderes sobrenaturais das
bruxas, assim como as técnicas de recrutamento de novas bruxas. Segundo esta
secção, não é o Diabo que recruta directamente as suas servas neste mundo,
mas antes são as bruxas que desempenham essa tarefa pelo Diabo, ou ao serviço
do demónio. As técnicas de recrutamento resumem-se a 2 estratégias:
Esta
secção II também revela como é que as bruxas lançam feitiços e encantamentos,
assim como os remédios que podem proteger contra tais fenómenos mágicos. |
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Secção III A
terceira secção
destina-se a auxiliar os juízes inquisitórios na sua tarefa de
identificar bruxas e combater o fenómeno da bruxaria. Esta secção III é a parte jurídica do tratado, ou
seja: descreve como identificar e acusar uma bruxa. Os
argumentos acusatórios são claramente expostos como um guia pratico para
consulta dos magistrados da Santa Inquisição, facultando passo a passo um
manual instrutório
que diz como se realizar um processo de julgamento de uma
bruxa, desde o momento da recolha de provas para fins da acusação formal
sobre bruxaria, aos métodos de interrogatório da bruxa e testemunhas, ate à
formulação da acusação e consequente
julgamento. |
Em
resumo:
O
sangue da própria bruxa assinando um contrato demoníaco, bem como a relação
carnal com o Diabo através do qual a liturgia infernal é praticada para
outorgar o pacto infernal, são os meios descritos e através dos quais se jurava
obediência a Satanás, ao passo que se renegava Deus e em suma se entregava a
alma ao demónio para adquirir poderes sobrenaturais de bruxaria.
Aquela
pessoa que se entregava ao demónio, era marcada pelo
Diabo. A esse sinal, chamava-se a «marca da bruxa», ou a «marca de Caim».
Essa marca corporal
confirma que a bruxa é na verdade uma bruxa. A marca não pode ser um sinal de
nascença, mas sim algo adquirido no momento em que o Diabo assume poder sobre essa
pessoa, ou escolheu essa pessoa para ser seu servo e sacerdote.
A «marca» é deixada pelo demónio no corpo da
bruxa como forma de assinalar a obediência dessa pessoa para com o Diabo.
A
«Marca» é criada de diversas formas: ou pelas garras do Diabo ao passar pela
carne do seu servo, ou pela língua do Diabo que tocando o individuo, lhe deixa
a marca demoníaca. A «marca» pode-se manifestar em diversas formas: Uma
verruga, uma cicatriz, um sinal, e especialmente um pedaço de pele totalmente
insensível.
As
teses ocultistas mais actuais, tendem a identificar
esta «marca do Diabo» não como um sinal físico presente no corpo da bruxa, mas
antes como um «sinal» marcado na alma da bruxa, ou seja: o seu «nome
espiritual», o nome com que bruxa viverá depois do pacto com o Diabo, e com o
qual fará as suas bruxarias.
O
«nome espiritual» é o nome que o demónio concede a uma bruxa quando ela outorga
o seu pacto infernal, e é a «marca» que identificará para sempre essa pessoa
diante do Diabo, da mesma forma que o «nome de baptismo» Cristão identifica uma
pessoa diante de Deus.
Assim,
se o «nome de Baptismo» identifica uma pessoa diante de Deus, o «nome
demoníaco» é o «sinal» por via do qual uma pessoa se identifica perante o
demónio.
Ao ser
baptizado por Deus, recebe-se um nome, e ao ser «baptizado» pelo Diabo,
recebe-se outro.
Os
autores de «Malleus Maleficarum», ( Jacob Sprenger e Heinrich Kramer – Sec XV), descreviam as relações carnais entre demónios
e bruxas, não como um acto de amor, mas antes como um mero processo por via do
qual um pacto demoníaco era firmado.
A
carnalidade era uma parte do compromisso que os homens e mulheres assumiam
aquando da celebração do seu pacto com o Diabo.

O
objectivo da carnalidade era venerar o demónio, submetendo-se ao Diabo e assim
concedendo ao espírito impuro tudo aquilo que esse pedisse. Pois se o padre se
submete a Deus pela elevação espiritual, o bruxo submetia-se ao Diabo pela
submissão carnal.
Muitos
teólogos Cristãos apoiaram esta ideia de submissão ao demónio pela carnalidade,
ao passo que outros , ( como Pierre de Rostegny), afirmavam que Satanás preferia tentar mulheres
casadas, uma vez que dessa forma ao possuir uma mulher casada estaria não só induzindo-a
ao pecado da luxúria, como ao mesmo acrescentando á lista de pecados cometidos:
o adultério. Pelo adultério praticado com um demónio a mulher tornar-se-ia
bruxa, sendo que se o seu marido colaborasse com este atentado contra o sagrado
matrimónio de Deus, poder-se-ia também tornar bruxo, pois não só se submetia
perante o Diabo, ( como seu servo, oferendando-lhe a
sua própria mulher e permitindo que o santo matrimónio fosse corrompido), como
também tinha compactuado com a pratica da violação de um dos mais sagrados
votos Cristãos: a inviolabilidade santo matrimónio celebrado aos olhos de Deus.
Se mulher, ( e por consequência seu marido), se submetessem a esta perversão, permitindo
que o Diabo passasse a ser senhor de um lar que antes tinha sido consagrado a
Deus, estavam geradas as condições para a celebração de um pacto demoníaco. O princípio ideológico
que estava por detrás destas teses e que suportava este tipo de pensamento
teológico, perdurou durante séculos nas sociedades
cristianizadas.
A verdade
é que ate há bem pouco tempo, o Divorcio Civil não era reconhecido pela Igreja
Católica, que considerava que aquilo que foi unido por Deus, jamais poderia ser
separado pela Lei do homem.
Teólogos defensores das
visões mais ortodoxas ou extremistas, tendiam a ver os casamentos que
realizados após um divorcio civil, se seguiam assim a um casamento
celebrado aos olhos de Deus, como uma «ilegalidade espiritual», uma quebra de
votos sagrados perante Deus que faziam a pessoa cair no pecado - pecado da fornicação
e do adultério – Consequentemente aquelas pessoas que assim agiam, estariam caindo nos caminhos do demónio,
vivendo em pecado e assim estando abertas á influencia demoníaca.
Exemplos
atestados e comprovados de Pactos com o Demónio ao longo da história, existem e encontram-se documentados.
Eis
alguns exemplos:
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1 Em 1664 uma bruxa de nome
Elisabeth Style confessou em tribunal ter realizado
um pacto com Satanás, e que fora por via desse facto que ela houvera
conseguido riquezas e um vida faustosa. |
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2 Em 1616, uma bruxa de nome Stevenote de Audebert,
apresentou em tribunal prova de u pacto com o Diabo: ela revelou um contrato
escrito por via do qual ela havia realizado um pacto demoníaco. |
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3 Wm
1634, soube-se que um poderoso mago de nome, Urbain, cujos os feitos mágicos eram temidos
e reconhecidos, havia outorgado um contrato demoníaco. O documento ainda se
encontra arquivado na Biblioteca Nacional em Paris, França. |
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4 Também na Biblioteca de Upsala, encontra-se arquivado o contrato por via do qual
um estudante de nome D. Saltherius realizou um
pacto demoníaco. O seu pedido foi satisfeito, pois ele conseguiu alcançar a
posição profissional que desejava numa famosa universidade Alemã. |
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5 Theophilus de Adana, ( Sec
VI d.C.), também procurou um bruxo e realizou um pacto com o Diabo, por via
do qual conseguiu alcançar a elevada posição de Bispo. Um famoso quadro de
Michael Pecher , ( 1430-1498), denominado «Augustinus und der Teufel», ( obra de 1471), retrata precisamente este pacto demoniaco. |
Para saber mais sobre bruxas, por favor consulte: bruxas e demónios. Para saber mais sobre a actividade das
bruxas, por favor consulte: Sabbath,
assim como Missas Negras. Para saber sobre o
fenómeno da bruxaria, por favor consulte: como
funciona a bruxaria.